23
abr
2014
#MuSiCaNdO – O 117º aniversário de Pixinguinha
Postado por: | Categorias: Musicando

.pixinguinha

O 117º aniversário de Pixinguinha, se ainda estivesse vivo, estaria nos encantando com obras dentro do mundo da música. Batizado como Alfredo da Rocha Vianna Filho, o músico nasceu em 23 de abril de 1897, no Rio de Janeiro. O famoso flautista, saxofonista, compositor e arranjador morreu em 17 de fevereiro de 1973 e é considerado um dos maiores nomes da música popular brasileira e do choro.

Confiram a biografia do mestre em seu portal: http://www.pixinguinha.com.br

(Foto: Reprodução/Site Oficial Pixinguinha)

(Foto: Reprodução/Site Oficial Pixinguinha)

Uma mulher desenhada por notas musicais e por uma letra que, com todo meu respeito, tira o centro de qualquer atenção voltada a mais importante tarefa por se fazer. Mestre Pixinguinha, que sua música possa ecoar por tantos ouvidos que já exaustos de tando ouvir música de boa qualidade ainda queiram dormir ao som dessa mesma música.

Que nossa cultura possa levar a memória de mestres como este por toda a eternidade.

 

Música: Rosa
Compositor: Pixinguinha / Otávio de Souza

Tu és divina e graciosa

Estátua majestosa
No amor!
Por Deus esculturada
E formada com ardor…

Da alma da mais linda flor
De mais ativo olôr
Que na vida é preferida
Pelo beija-flor…

Se Deus
Me fora tão clemente
Aqui neste ambiente
De luz, formada numa tela
Deslumbrante e bela…

Teu coração
Junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado
Sobre a rosa e a cruz
Do arfante peito teu…

Tu és a forma ideal
Estátua magistral
Oh! alma perenal
Do meu primeiro amor
Sublime amor…

Tu és de Deus
A soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração
Sepultas um amor…

O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes
Cheios de sabor
Em vozes tão dolentes
Como um sonho em flor…

És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim
Que tem de belo
Em todo resplendor
Da santa natureza…

Perdão!
Se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh! flor!
Meu peito não resiste
Oh! meu Deus
O quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar
Em esperar
Em conduzir-te
Um dia ao pé do altar…

Jurar aos pés do Onipotente
Em preces comoventes
De dor, e receber a unção
Da tua gratidão…

Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te
Até meu padecer
De todo fenecer…